domingo, 17 de outubro de 2010
Super
sábado, 16 de outubro de 2010
Legitimação
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Perry x Gaga
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Eleições 2010 - parte 1
Sabe uma coisa fudida? Falar de política não é chato, mas aqui no Brasil é um saco, é broxante. A não ser quando o tiririca é candidato. Aposto que menos de 60% das pessoas que leram este texto inteiro (contando que algumas pessoas não vão acabar de lê-lo) não gostaram do texto. Foda-se, você leu o título e começou a ler. Quando há "Eleições" é porque o tópico é política. Se tu leu achando que é outra coisa és um animal. Foi mal aí qualquer coisa. Fui.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Alejandro
terça-feira, 3 de agosto de 2010
El Loco Botafogo
sábado, 24 de julho de 2010
O lado ruim das coisas
terça-feira, 13 de julho de 2010
Internet
Quando surgiu, dividiu opiniões. Uns apoiavam, outros achavam inútil. Se você acha inútil, o (a) inútil é você. Não entre por este mérito infantil, por favor. Mas, pensando bem, talvez quem ache o twitter inútil tenha razão. Apenas houve uma falha de comunicação, pois é twitter é lugar de inútil. Aí, sim. Concordamos em número, gênero e grau. Se eu sou um cara inútil, vou twittar o dia inteiro. Óbvio. Pois quero que você também seja inútil, assim como eu. E ser inútil não é ruim. Não do meu ponto de vista. Agora, o inútil empresarial é mais cruel.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Com amor
Pense no dia que alguém te dê um coração. Pense, agora, literalmente. Você precisa de um coração para viver, e rápido. Alguma pessoa, sabe-se lá aonde, acaba de morrer. O coração dela vai salvar sua vida. O que você é depois dessa cirurgia? Você? Não use metáforas agora. Eu não as uso para falar de amor.
Quem usa metáfora para falar de amor são os poetas e romancistas dos últimos séculos. Vinícius de Morais, Victor Hugo e alguns outros. Mas eles tinham a limitação de falar do amor que eles sentiam por mulheres (ou homens), ou pais, ou irmãos, ou à ALGUMA PESSOA. Ninguém tem coragem de falar sobre amor? Esse amor de mulher-homem, etc., acaba. E aí? A poeta se mata, certo? Não. Fica na glória ainda. Ele cria a glória de empresa, a glória limitação.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Less Than Zero - Downey Jr,
Pensemos numa possível deformação de Julian. Ele é um rapaz que vai pra faculdade. Futuro promissor. Julian se forma, arruma um ótimo emprego. Aos 40 anos, já com 15 anos de empresa, decide se matar. Não se mata. Mas queria ter se matado. Faz algo melhor. Daí há duas possibilidades:
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Isso, aquilo...
terça-feira, 27 de abril de 2010
Modo de vida
Personificações do "Modo de vida: 171".
Ser, de fato, louco: Acordar feliz, ficar triste do nada, andar pela sala, fazer ginástica, lamentar quem lê jornal, ou seja, desgraça, perturbar-se com barulhos alheios, como obras e o baterista de merda do andar de cima, agraciar as pessoas que se ama com um bom humor pouco comum - afinal, o mundo está na fossa -, propor idéias artisticamente brilhantes, levar em consideração os fatores mais irrelevantes da vida, como o próprio azar, considerar a vida uma pérola, achar Deus um ignorante - considerando, claro, que ele existe -, fazer pão em casa, tomar cerveja vendo filme cult, viajar sozinho.
Pronto.
Alcança-se um paralelo do desgraçado e o engraçado. O engraçado é aquele que não é louco, mas se passa de louco para se dar bem, para ser diferente, para dar a bunda, para ser vanguarda, para ser modernista, para ser relesmundo, para enfeitar a vida com literatura clássica, para perturbar a vida alheia, para se alimentar de nada. Nada mesmo. Viver é uma questão de méritos, não apenas de "ser acomodado" ou "alienado". Invenções da massa. Massa. Massa. Isto é massa. Este infeliz se culpa dia inteiro por ter fumado maconha no dia anterior.
Desgraçado, coitado, é quem não tem graça. Tampouco compreende o por que dele ser um louco, mas sabe que é louco mesmo. Não graça de gracinha, piada, mas graça divina. Não divina de Deus, mas das forças do universo. Estas conspiram contra o desgraçado. Ele tenta, tentou e tentará a vida inteira apenas uma coisa: não incomodar ninguém. Desde que não seja incomodado. Ele não quer gostar de alguma coisa para que os outros gostem dele. Ele não quer saber dos outros, desde que os outros o deixem em paz. Por causa disso, por ter que sorrir sempre, ele é o desgraçado. E sempre será.
Mas tem gente que nasce com complexo de desgraçado-engraçado. Essas pessoas se matam antes dos 30 anos. Elas não tem vida; tem carma. Carma mesmo, daqueles que nem santo cura. Porra nenhuma cura. Só a morte. Mas não uma morte discreta. Foda-se esperar 80 anos pra morrer. Tem que chocar. Tem que abalar. Tem que ser feio mesmo. Foda-se papai, mamãe e quem fica. Ninguém pensaria duas vezes se estivesse no lugar do desgraçado-engraçado. Ele não suporta e...
Karma Police
Arrest this man, he talks in maths / He buzzes like a fridge, he´s like a detuned radio
Arrest this girl, her Hitler hairdo / Is making me feel ill, and we have crashed her party
domingo, 25 de abril de 2010
Personificação de fuder o dia no cú
Meu guru ideológico, 'FGM', chegou ao bar, num dia normal de bar, contando a seguinte estória: "Estava na rua quando um cara me parou. Ele estava desesperado, nitidamente. Ele me pediu carona para levar sua mulher até o hospital mais próximo, pois o neném deles estava para nascer. Eu disse que não teria como levá-los, então ele me pediu dinheiro. Eu dei 10 reais, pois aquele cara estava sendo verdadeiro. Ou, na pior das hipóteses, ele é um belo ator, então ele mereceu o dinheiro, mesmo se fosse mentira." Semana que passa, 'FGM' me manda um tweet explicando que seu pai fora abordado pelo mesmo cara com o mesmo golpe. Mal estar geral. Momento descrença abate a mim e a 'FGM'.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Sgt. Pepper Lonely Rebolation Hearts Club Band
Somos a banda do sargento pimenta; Não queremos vocês, imundos. Não queremos o reles, o público, a gritaria, a sobriedade. Nós queremos ser da Sgt. Pepper Lonely Hearts Club Band. Nós queremos ser da banda que não depende de ninguém, senão de nossos talentos. Talvez as droguinhas ajudem a nós, os drogaditos, a entendermos por que temos de fazer shows para todos esses imundos.
Lennon para Harrison: Vai tomar no teu cu e fica na sua, sub-raça. Sub-banda, menorzinho, pequenino. Você tem piru pequeno, ouviu?
Lennon para Starr: Te amo, cara. Sério. Te amo. We all live in a yellow submarine, yellow submarine, yellow submarine.
Starr para Lennon, McCartney e
McCartney para Lennon: Vai se fuder, seu marrentinho de merda. Eu sou mais talentoso que você. Eu faço as baladinhas boladas. Eu faço as linhas de baixo hipnotizantes. E você? Só grita que nem um doido. Lame, lame... Fucker!
Harrison para Lennon: Eu quero ser alguém também, senhor. Eu quero ser maior do que sou, pois sei que tenho material. Olha meu material ao menos, chefia. Por favor.
Harrison para McCartney: O chefe tá bolado. O que faremos?
McCartney para Harrison: Começaremos a fazer música, finalmente. Fique ao meu lado. Tem coragem?
Harrison para McCartney: Fuck off.
“All the lonely people, where do they all come from?
All the lonely people, where do they all belong?
Father McKenzie writing the words of a sermon that no one will hear
No one comes here
Look at him working, darning his socks in the night when there's nobody there
Who does he care?"
McCartney: Então vamos lá. E quem disse que eu não morri? Ou não. Quem sabe? Como saberemos?
“He blew his mind out in a car
He didn't notice that the lights had changed
A crowd of people stood and stared
They'd seen his face before
Nobody was really sure if he was from the House of Lords.”
“Follow her down to a bridge by a fountain
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds”
McCartney: Pode perder a linha assim, ditadorzinho? Então eu vou perder também.
Melhor coisa que aconteceu na carreira dos Beatles foi o fato deles não fazerem mais shows a partir de 66. Ali, finalmente, a coisa começa a andar - e parar de engatinhar.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Improviso
Nothing you can sing that can't be sung
Nothing you can say, but you can learn how the play the game
It's easy"
terça-feira, 6 de abril de 2010
E o RJ continua lindo...
Não conseguiram estragar com as belezas do Rio de Janeiro por mais de quinhentos anos, então presumo que não será agora.
“Eu queria um barquinho, doutor
Poder navegar pelo rio
Alcançar o peixe suculento
Sem me preocupar se volto ou não”
Há poucos anos atrás eu tinha um orgulho imenso de ser carioca. E tinha nojo de ser brasileiro. Conforme as águas passaram pelo Rio, desisti de pensar dessa forma. Eu tinha orgulho de ser carioca por causa da poética. A poética do Rio de Janeiro está nos bares, mas hoje não dá pra ir. Motivo? Estão todos fechados por causa da chuva.
Sem querer me preocupar demais com questões ideológicas, ressalto imediatamente que o Brasil é subestimado. Mal tratado, mal interpretado, mal freqüentado. Minha obrigação é amá-lo. Nunca a frase ditatorial “Ame-o ou deixe-o” fez sentido pra mim. Hoje ela se apresenta mais clara do que qualquer frase já dita na história desta colônia. Hoje a ditadura se apresenta menos inoportuna pra mim. Não que eu tenha vivido à época, mas houve uma tentativa de vanguarda ali que deve ser respeitada.
O Rio de Janeiro não decepciona quem vem ver, mas impressiona quem tenta amar as coisas que um dia já foram exaltadas por poetas medianos. Não sei por quê, mas tenho a impressão que seria um poeta boêmio mediano se tivesse nascido na década de 30. E vangloriaria o Rio até morrer. Era fácil ser um poeta mediano. Passar o dia inteiro no bar bebendo uísque e cerveja à vontade. Depois, bastava enaltecer aquela gostosa que passava pela rua, ou o pôr-do-sol diário, claro, em palavras bonitas e de efeito. Moleza.
Eduardo Paes, Sergio Cabral e eu. Um trio parada dura. Tentamos a todo o custo malhar o Rio como podemos. Mas às vezes não conseguimos suficientemente. É preciso olhar pra dentro da Lagoa Rodrigo de Freitas para espiar a lógica da nossa cidade. Lama, lama, lama. Como uma invenção do século XV, a segurança dos atos é inapropriada até para mim, que sou um relesmundo. Mas eu gostaria, um dia, de me afogar na Lagoa Rodrigo de Freitas. Queria me afogar de tanto nadar. Depois aparecer no jornal pálido e com frio dizendo: “amanhã eu estou aqui de novo, esse calor não dá!”.
“Tinha chuva,
Choveu
Nessa hora
A cidade desapareceu”
sábado, 3 de abril de 2010
Inversão de valores
terça-feira, 30 de março de 2010
Ter o que falar
quinta-feira, 25 de março de 2010
Lionel
O problema não é ele comer a bola - até porque eu não tenho medo dele na Copa do Mundo, e sim do Maradona; aposto que a representatividade de Maradona fará a diferença quando a seleção argentina entrar em campo e olhar pro seu técnico. O problema é que ele já é considerado (pelo presidente do Barcelona, inclusive) o melhor jogador da história depois de Pelé e Maradona. Pera aí, né. O cara joga muito, concordo, é craque de bola. Mas ele tem um timaço nas costas dele. O atacante com quem ele joga é o melhor do mundo na minha opinião; o meio-campo do Barça é a base do meio-campo espanhol, que, pra mim, é o melhor meio-campo de todas as seleções. Não é a toa. O time é ele e mais dez, ou seja, os outros correm, suam e marcam pro Messi brilhar. Acho que Ronaldinho fez mais que ele há cinco anos atrás, quando o Gaúcho chegou a ser comparado a Pelé e Maradona também. Com justiça. A torcida do Real Madrid, maior rival do Barcelona, aplaudiu de pé o cara em pleno Santiago Bernabéu (casa do Real). Isso não é pra qualquer um. Nunca vou esquecer de uma charge do diário Lance depois de uma atuação arrebatadora de Ronaldinho. O desenho mostrava o interior de um carro em que Pelé estava no banco do motorista, Maradona no do carona e Ronaldinho no banco de trás sendo observado preocupadamente pelos dois maiores da história pelo retrovisor.
É ultrajante ver que tanto na imprensa quanto nas faculdades, bares, locais de trabalho e etc. tem de haver o melhor do mundo, um "cara", um melhor que Pelé e Maradona, um político honesto, uma opinião formada, um roubo declarado, um poeta mal visto, um músico genial. Vai se fuder, opinião pública. Fuck You, opinião pública. Fuck You.
terça-feira, 23 de março de 2010
American Idiot
Vejam: "Don't wanna be an American Idiot/don't want a nation under the new media/can you hear the sound of hysteria?/the subliminal mind fuck America". Tem como negar que esse início de música é uma espécie de bomba na cabeça dos americanos? Até os "american idiots" cantaram essa música com toda a força, tamanha é a sua força.