quinta-feira, 18 de março de 2010

Festival de Teatro de Curitiba

Amigos do Estórias,

Nesta quinta-feira, excepcionalmente, não irei postar conforme a programação. O motivo é que viajarei amanhã para Curitiba pela tarde e passei o dia inteiro de hoje ocupado. Muitos problemas.

Mas para confortá-los, adianto-lhes que farei a cobertura (parcial, claro) do que ocorre, ocorreu e ocorrerá no Festival de Teatro de Curitiba. Vou ver, por enquanto, duas peças, das quais farei a resenha aqui no Estórias. Espero poder entrar em contato com o blog - e com os boizinhos do meu coração, claro - ainda no fim de semana. Mas, se não der, o material vai ser postado no decorrer da semana que vem.

Ótimo fim de semana para todos.

Abraços, Rodrigo.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Mini-sequências

Mini-sequência I, PARTE IV

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*Flash-back: Soraia e Márcio, na estória como Sujeito 2, estão em lua de mel em Roma. Os dois estão apaixonados um pelo outro. Tudo é alegria e amor. E drogas. Márcio conheceu Soraia na faculdade, no curso de Administração, mas foi conhecê-la melhor numa dessas festas universitárias na casa de um amigo. Quando chegou à festa, Soraia reparou que a cocaína rolava solta. A moça apenas acompanhava uma amiga, não era usuária. Já Márcio fazia parte de uma juventude contagiada pelo pó, e o vício vinha desde o final do colégio. Durante toda essa noite, Márcio ficou dando em cima de Soraia, que acabou dando-lhe um beijinho de boa noite ao ir embora da festa. Apesar de achar Márcio um pouco inconseqüente, ela gostava dele, não podia negar. Duas semanas depois, os dois estavam namorando. Os dois se apaixonaram muito intensamente nos meses seguintes, e Soraia acabava acompanhando Márcio no consumo da cocaína. Ela, claro, já estava viciada em certa altura, mas negava o vício – assim como Márcio.

Voltando à lua de mel, os dois já se encontravam no quarto do hotel depois de um dia repleto de atividades turísticas. Soraia está no banheiro tomando banho. Márcio cheira uma carreira em cima de um cômodo quando ouve um grito desesperado de sua mulher. Chegando o mais depressa possível no banheiro para ver o que estava acontecendo com Soraia, Márcio percebe que o chão do box está ensangüentado. Levou-a imediatamente para o hospital mais próximo, e o maior medo de Soraia está confirmado: Ela sofrera um aborto espontâneo por causa dos excessos de drogas.

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Semana que vem tem a PARTE V. Até lá.

terça-feira, 16 de março de 2010

Banda para se ouvir: Metallica

Alguns leitores do Estórias (a maioria, eu acho) me conhecem bem pessoalmente. E, claro, sabem do meu gosto musical.

Antes do post eu preciso dizer que sempre tive vontade de criar um blog apenas sobre música. Sobre nada mais. Mas eu sabia que iria abandoná-lo, por isso não botei a idéia pra frente. Estou fazendo essa observação porque quero criar aqui, no Estórias, um espaço forte para a música. E acho que estou no caminho certo, basta observarmos os posts anteriores. E dentro desse "espaço forte", vou fazer resenhas sobre as carreiras das bandas que mais gosto - como Metallica, banda da qual será dedicada uma resenha hoje. História da banda, repercussão dos CD's, melhores músicas, vídeos de shows, momentos históricos... Enfim, pretendo fazer uma cobertura completa sobre a banda em questão para que vocês, leitores, gostem desta tanto quanto eu.

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Metallica começou, em 1981, com a base de compositores que dura (Ulrich e Hetfield) até hoje. Eram eles: James Hetfield (guitarra e voz), Lars Ulrich (bateria), Dave Mustaine (guitarra) e Ron McGovney (baixo). Depois, para a gravação do primeiro disco, entrou Cliff Burton e saiu Ron.
Kill 'Em All, de 1983, foi como uma bomba no mundo trash-metal. Quem eram aqueles meninos da Califórnia que faziam do trash-metal, um gênero completamente não pop, uma novidade agradável aos ouvidos dos americanos? Músicas como a empolgante "Hit the Lights", o clássico "Seek and Destroy" e as massivas "Wiplash" e "Metal Militia" faziam de Kill 'Em All um disco de estréia arrebatador.

Mustaine, que era muito talentoso, acabou sendo expulso da banda. Ele queria ser o líder - além de ser violento - de qualquer forma e insistiu até sair, mesmo vendo que a liderança do grupo estava claramente nas mãos de Hetfield e Ulrich, que compõem a maioria das faixas até os dias atuais. Kirk Hammet, que é um grande símbolo do Metallica desde que entrou na banda, substituiu o líder da (boa) banda Megadeath.

O segundo disco, "Ride the Lightning", de 1984, mostrou nitidamente o talento de Burton (com o solo de baixo inicial de "For Whom the Bell Tolls", por exemplo, do qual muitas pessoas pensavam ser de guitarra), o entrosamento da banda e o fim das brigas. Deste CD saíram pérolas como "Fade to Black", "Creeping Death" e a própria "For Whom The Bell Tolls". A fama veio imediatamente, mas a glória veio com "Master of Puppets", de 1986. Neste disco, o Metallica começa a mostrar uma marca da banda nos trabalhos posteriores: a perfeita mistura entre o metal e o pop. A faixa título é venerada como uma das melhores do grupo - e até do metal. "Welcome Home (Sanitarium)" pode ser considerada uma das melhores músicas do Metallica. Opinião pessoal. Quem ouvir essa música num show saberá exatamente o que estou falando. "Battery" e a instrumental "Orion" destacam o talento dos quatro integrantes da banda. "The Thing That Should Not Be", "Disposable Heroes", "Leper Messiah" e "Damege Inc." não são grandes clássicos, mas são do gosto de 9 a cada 10 fãs do Metallica. Devido a isso, pode-se dizer que o "Master of Puppets" é o melhor disco da banda. Opinião pessoal novamente.
Na turnê do disco, o Metallica sofreu um triste revés: numa viagem de ônibus, no interior da Suécia, um acidente tirou a vida de Cliff Burton. Hetfield e Burton tiraram na sorte na noite anterior para decidir quem dormiria na cama de cima. Burton ganhou e foi jogado para fora do ônibus durante o acidente, justamente por estar em cima. O ônibus caiu em cima dele.
"Master..." poderia ser considerado o auge musical da banda se não fosse "... And Justice For All". Com Jason Newsted recrutado para o baixo, a banda fez o seu álbum mais complexo musicalmente. Como eles não confiavam no talento de Newsted, as linhas de baixo são inaudíveis. Mas praticamente não se sente quando ouve-se "Blackened", "To Live Is To Die", música feita para Cliff Burton, "Havester of Sorrow" e a mágica "One", que na minha opinião é a melhor música do Metallica. E a concorrência não ameaça. O álbum é tão complexo e difícil de ser tocado que a banda raramente toca músicas do mesmo. Em algumas turnês, mais no início da década de 90, eles faziam um medley das músicas do "...And Justice For All" para satisfazer os fãs.
"Black Album" ou "Metallica", de 1991, colocou o Metallica no topo de todas as paradas. O sucesso foi imediato e o Metallica ganhou o mundo definitivamente.
Muitos críticos fazem questão de salientar que o Metallica abandonou o metal no "Black Album", e que apenas por isso que o sucesso foi tão grande. Eu concordo e discordo. Acho que não foi pelo fato da banda ter largado o metal que o sucesso veio, mas sim pela qualidade da música. Mas é bem clara a diferença do "Black..." para o "Kill 'Em All", por exemplo. Acho que o Metallica se explorou, se abriu para algo mais popular. E isso é válido. Super baladas como "Nothing Else Metters" e "The Unforgiven", as clássicas "Enter Sandman" e "Sad But True" e a ótima "Wherever I May Roam" caracterizam a nova fase da banda. Foi diferente? Sim. Mas as mudanças podem ser para melhor. E é o caso de "Black Album". Também concordo que esse disco jamais existiria se Burton estivesse vivo, mas aí é outro assunto.
Cinco anos depois, em 1996, sai o "Load", que na verdade era para ser duplo. Sua outra "metade", o "ReLoad", foi lançado no ano seguinte. Na verdade eu tenho pouco a falar dos dois álbuns em questão. Foram, junto com "St. Anger", os discos do Metallica que menos ouvi. A mudança do som da banda foi mais significativa que a dos quatro primeiros discos pro "Black Album". O metal praticamente inexistiu, e os álbuns eram, de fato, de Hard Rock e Pop Rock. Posso destacar algumas músicas que acho excelentes, mas sinto que elas não representam o ser-Metallica. "Fuel", "Memory Remains", "The Unforgiven II", "Until It Sleeps" e "Mama Said" dão a graça dos dois álbuns.
"Garage Inc." é um disco de cover que o Metallica lançou em 1998. Contém a excelente "Whiskey In The Jar" e a contagiante "Stone Cold Crazy". Mas nada alarmante.
Em 1999, junto à orquestra de São Francisco, uma das mais importantes do mundo, o Metallica lança o álbum ao vivo "S&M", um sucesso de venda e crítica. Além das clássicas "Enter Sandman", "Master of Puppets", "One" e "Battery", há duas canções até então inéditas: "Minus Human" e a ótima "No Leaf Clover".
Ainda com Bob Rock, produtor dos últimos três discos de inéditas, mas sem Newsted, que foi demitido em 2001, o Metallica lança "St. Anger" no ano de 2003. Para a turnê, o ex-baixista do Ozzy, Robert Trujillo, é chamado para integrar a banda. Ótima aquisição, tanto pela técnica quanto pela presença de palco. Voltando ao "St. Anger", posso dizer que o disco é um erro, mas não 100%. Adoro a música "The Unnamed Feeling", mas para por aí. Devido às críticas de que o Metallica não era mais metal, Hetfield e sua turma decidiram fazer um álbum "pesado". Só que eles trocaram de gênero! Ao invés do metal tradicional, o álbum é ao estilo do New Metal, gênero da ótima "Silpknot". Além do álbum ser ruim em si, não tem personalidade. As brigas eram constantes, assim como as internações de Hetfield em clínicas de reabilitação. A banda quase acabou, mas persistiu. E para o bem de nós, fãs, que, cinco anos depois, em 2008, pudemos ver a volta do Metallica ao bom e velho metal com o ótimo álbum "Death Magnetic". Duas músicas desse disco, em especial, lembram os anos de ouro do Metallica de Burton. "All Nightmare Long" e "The Day That Never Comes", minha preferida. Além destas, há a interessante "The Unforgiven III", uma espécie de continuação de "The Unforgiven I e II" e a sempre tocada em shows (e um pouco estranha, vai) "Broken, Beat & Scarred".

Ouçam Metallica, vocês não vão se arrepender. Quem tem curiosidade e quer iniciar, farei uma lista com 20 músicas.

Battery
Creeping Death
Enter Sandman
Fade To Black
One
Master of Puppets
Seek And Destroy
The Day That Never Comes
For Whom The Bell Tolls
Fuel
Wherever I May Roam
Wiplash
The Memory Remains
Sad But True
The Unforgiven I
Blackened
Metal Militia
Orion
Until It Sleeps
Welcome Home (Sanitarium)

segunda-feira, 15 de março de 2010

Opinião

Não quero os royaltes de volta. Mas quero ver Cabral chorar de novo. Não sei descrever com palavras o que foi o choro dele. Sarney foi prático: "Guarde suas lágrimas". "Se não tivermos os royaltes de volta, não teremos nem Copa do Mundo nem Olimpíadas"", reclama o governo do Estado. Paes, Cabral e Lula. O novo Império do Amor.

PRÓXIMO

Depressão; cansaço emocional; fragilidade nas ações; ressaca; e um grande arrependimento: ter comprado uma capa de chuva inútil. Isso tudo eu senti hoje, pois o show do Guns foi cancelado-adiado, ontem, por causa da chuva. Caiu o palco. Pergunta: E se Axl estivesse ali em cima?

DEPRESSÃO

No embalo da música, dia 29 de maio eu estarei na área vip do show do Aerosmith. Desde já estou começando a ouvir a banda que fez muito sucesso na década de 70, quase acabou na de 80, ganhou o mundo na de 90 e se manteve no topo (por causa dos grandes shows em estádios) nos anos 2000. Imperdível.

APREENSÃO

Dodô não é Amor nem virada, logo Dodô não é Vasco. Dodô grita: "Por favor, vascaínos, me ODEIEM. Eu sou relesmundo, inferior, um inseto. Eu sou botafogo e não nego. Não nego e não nego. Então, ME ODEIEM!!!". Obrigado, Dodô.

MALHAÇÃO

Escritos sobre fisiologia: Crise existencialista resulta em: bipolaridade. Há coisas que o bipolar faz com ninguém. Mesmo. Em breve mais trechos.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Imperador

Faço das palavras de Marcelo Barreto as minhas. Adriano faz o que quer no Rio de Janeiro porque é quase uma obrigação. Ele tem que fazer, ele tem que cheirar, beber, fanfarronear, brigar com a noiva no meio da favela, tirar foto com fuzil na mão, fumar maconha, crack, cigarro, andar só com vagabunda, enfim, ele TEM QUE FAZER O QUE QUISER. Não é que ele possa - ele TEM que fazer. Assim como Romário e Edmundo, por exemplo, faziam.

Agora a pergunta: Por quê?

É óbvio. Porque Romário, Edmundo e Adriano (estou usando apenas exemplos recentes) são craques (sim, acho Adriano craque, principalmente em forma); porque eles decidem na hora que o time precisa; porque são (foram) ídolos de torcida, que compra (e comprava) ingresso muitas vezes apenas para vê-los; porque eles desistem (desistiram) de ganhar o triplo do salário lá fora.

Agora a segunda pergunta (com uma quase-análise sociológica): Por que eles desistem desses salários?

Um burro lá atrás da classe responderia: "Porque eles têm dinheiro suficiente"; Ou: "porque eles sentem saudade do Brasil"; ou "porque eles não se adaptaram na europa. O futebol é muito diferente. Isso sem contar o frio". Errado, errado, errado. Eles vêm pra cá porque querem farra, fanfarra, night, churrasco todo fim de semana. Mais precisamente: sexo, drogas e rock 'n' roll. E lá fora ninguém dá essa guarita pra eles: nem impressa, nem torcedores, nem diretoria e nem os próprios jogadores. Por quê? Bom, além de pagaram o olho da cara para terem jogadores como Adriano, há outros pontos em questão. Mas isso é tema para outro post.

Portanto, vamos ser práticos: Aqui a gente paga três vezes menos e deixa os caras montarem em cima. Eles vão lá e decidem os campeonatos pra gente e sai todo mundo ganhando.

Então, céticos e bonzinhos, deixem o Imperador brigar na favela, não jogar jogo importante de Libertadores, pesar 106 kg e beber (?) a vontade. Deixem porque ele deu o hexa pro Flamengo junto com o Pet e ainda pode decidir jogos importantes (como os que virão na Libertadores). E isso não tem preço.

Post secreto n° 1

"Torre"

Vou criar em versos
uma torre de palavras
que traduzirão mágoas e felicidade
quando chegar a hora da verdade.
Não vou citar você, senhorita,
que insiste em viver outra vida,
[não sei se você existe]
e que finje resistir à tentação
de estar em minha mão.

Abri os olhos encontrando nada
só alguns livros
e uma entrada
por que poderia ser uma vida.

Vida, encontra-te, anormal
não sabe amar
ou rejeita sofrer
[reflexo ou consequência de viver]
mas tudo se acerta com o papo no bar
pra reflexão dos segundos
aqueles que fazem a diferença
pra reflexão dos mundos
aqueles que não paramos de querer.

Fechei os olhos, pois
o sono foi breve
acordei sentindo frio
e fechar a janela já não parecia absurdo.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Mini-sequências

Hoje é a continuação da Mini-sequência 1.

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Mini-sequência 1, PARTE III

Na cena do acidente ainda está o corpo, coberto por uma manta preta. A perícia chega depois de algum tempo, e os curiosos não param de rodear a cena, como se fosse um circo. Sujeito 1 agora dá o seu depoimento sobre o fato. Ele se embaralha com as palavras, pois está muito nervoso. Quando falava de alguns detalhes do acidente, entra uma mulher na pequena tenda que a perícia montou para o caso. Ela pergunta meio irritada e carrancuda quando poderá ir embora, pois seus filhos estavam em casa esperando-a. E ainda por cima ela teria que dar a notícia a eles. Era a mulher de Sujeito 2. Sujeito 1, atônito com a frieza da mulher, não entende por que ela não está chorando ou triste ou desesperada.

*Flash-back: A mulher de Sujeito 2, Soraia, está no trabalho quando um policial liga para ela dizendo que seu marido se envolveu num acidente grave de carro e foi fatalmente ferido. Milhares de pensamentos lhe ocorrem neste momento. Ela disse que estava prestes a buscar os filhos na escola e que diria direto para a cena do acidente. Soraia pensou imediatamente que poderia ter sido pior. “Imagina se aquele bosta estivesse com meus filhos no carro. Deus me livre!”. Arrumou suas coisas e saiu para buscar os filhos, deixá-los em casa e ir para a cena do acidente.

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Semana que vem tem a PARTE IV. Até lá!