segunda-feira, 8 de março de 2010

Para as mulheres

Parabéns pelo seu dia. Vou poupar palavras.













Radiohead - All I Need
Beatles - Something
Bon Jovi - You Give Love A Bad Name
Guns N' Roses - Rocket Queen

domingo, 7 de março de 2010

Lendas reais não urbanas: Arlindo século XXI

Em cena: Arlindo século XXI
(O texto é uma grande fala; tudo entre aspas, pois)

"Eu acordo depois de dez horas dormindo, mas mesmo assim com sono. Há cinco anos atrás, quando o tempo passava mais devagar que hoje, bastavam-me seis, sete horas para acordar com plena disposição. Mas hoje em dia é essa sacanagem, pois são necessárias doze, treze horas para que eu acorde bem. Assim que levanto eu bebo café. Sem rum. Com rum às vezes, nem sempre. Ligo o rádio, mas tudo é ruim. 'Baú da música' na rádio x, canto gospel na rádio y, futebol na rádio z. Foda-se, desligo a merda rádio. Saio pra comer; não tem comida em casa; nunca tem comida em casa. Quando chego na padaria descubro que esqueci a carteira. Volto em casa, mas não pra pegar a carteira. Desisti de comer. Foda-se de novo. Durmo de novo. Acordo algumas horas depois e sento no computador. Estou com trabalho acumulado, mas foda-se (de novo), eu sou o cara, eu sou o gênio (geniozinho, ok). Não faço trabalho, fico vendo vídeo no youtube. Eu amo youtube. Depois entro no facebook e jogo alguns joguinhos de passatempo. Quero tudo, menos sair de casa. Ao meio-dia chega o inevitável: tenho de sair de casa pra trabalhar. Chego no trabalho e um babaca comenta da minha barba. Pergunta se sou lenhador, e eu respondo perguntando se ele é viado. Tenho certeza que aquele cara é viado. Sento na minha mesa e fico olhando pra gostosa da mesa da frente. Ela me olha às vezes, mas provavelmente pra reprimir minha barba. Foda-se de novo e de novo. Eu paro de olhar pra ela, mesmo sabendo que quero comê-la. Paro de olhar porque eu sou o prêmio. Pergunto pra mim mesmo que horas devem ser. Eu não ando de relógio. Odeio relógio porque quando tinha um eu simplesmente não parava de olhar pra ele. E para as horas, consquentemente. Saio do trabalho depois de algum tempo de tédio e volto pra casa. De noite o pessoal do colégio me liga pra sair. Eu não quero sair. Mas eles insistem. Eu gosto deles, mas eles não pensam em outra coisa: sair, sair, sair. Foda-se eles. Mas foda-se eu também, vou sair dessa casa cheia de poeira. Vou conhecer gente, me entrosar, conversar... Que coisa escrota que eu tô falando agora. Sei que não farei nada disso. Sei que vou embora depois de uma hora e meia no máximo. Mas assim mesmo eu vou. Com o pessoal reunido, as risadas são inevitáveis. Mas as minhas risadas têm um toque de veneno, de pena mesmo. Eles não sabem de nada da vida, mas o pior de tudo é que acham que sabem. As mesmas estorinhas, as mesmas mentiras imbecis que todo mundo sabe que é mentira. É, tem gente que não se corrige. Depois de meia hora dentro da boite, decido me aproximar de uma mulher. Vontade repentina. Chego em uma e mando a clássica: 'pode me chamar de Lindo, pois o ar você já me tirou todo'. Admito que sou bom com mulheres. Elas devem me achar engraçado. Não me conhecem nem um pouco, claro. Acabei pegando aquela menininha. Começamos a conversar, e então a vontade de matá-la começou a aflorar. Ela não falava nem uma palavra que não me irritasse. Falei que iria ao banheiro rapidamente. Fui ao caixa, paguei a conta e peguei um táxi até em casa. Chegando em casa, abri uma cerveja e vim escrever. E aqui estou me despedindo, pois estou com sono. Dormi muito mal noite passada."

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sábado, 6 de março de 2010

Estado de espírito

Escrever num blog tem um lado bom. Semana passada, quando o Estórias começou, fiquei meio feliz meio triste. No Amor F.C., meu outro blog junto com outros companheiros, tínhamos construído coisas interessantes. Cada um tinha seu personagem, criado pelos outros membros do blog, e a união de tudo que estava acontecendo no blog, em certa altura, fez com que eu almejasse coisas muito grandes para o Amor. Nessa época não paravam de entrar seguidores no blog. Fizemos até uma promoção do "melhor poema orkut". Mas isso tudo passou.
Confesso que meu estado de espírito no Amor, nas últimas semanas, estava pesado. Meus textos eram travados, meus comentários eram travados. Não tinha coragem de escrever nada, quanto mais vontade. Então a idéia do Estórias me ocorreu como uma luz no fim do túnel, porque se tem uma coisa que eu gosto muito é escrever num blog coisas interessantes. Mas no Amor estava praticamente impraticável. Ou qualquer coisa que eu escrevesse não seria relevante, seria apenas uma penca de palavras dispersas. Mas isso também passou.

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Uma turminha de Cinema de uma faculdade (que não citarei nomes) vem me falar que o novo Sherlock Holmes está horrível.

PAUSA

Sabe qual é a graça em fazer faculdade de Cinema aqui no Brasil (no Rio principalmente)? Criticar Hollywood. Falar que tudo em Hollywood é fake, é indústria, é não-cinema. Que o Cinema não existe em Hollywood. Sendo que um detalhe: 98% desses críticos abalizados nunca viram Bergman ou Fellini.

VOLTANDO

Eu argumentei que o filme era Hollywoodano, sim, mas que a essência do personagem que Arthur Doyle criou estava bem presente. Meu companheiro do Amor Moreira falou algo interessante sobre Downey Jr.: "Ele tem um afastamento meio crítico, meio irônico dos personagens que ele faz. Muito parecido com o que costumam fazer os atores franceses". Achei ótima a colocação dele, até porque eu já havia observado isso, principalmente em "Chaplin", mas não havia detectado da forma que meu companheiro o fez na mesa do boteco. Nem usado essas observações em palavras - ou comparações. É óbvio que Holmes ficou diferente. Mas a proposta era outra. Guy Ritchie fez dele um anti-herói-super-atraente (não só às mulheres, mas aos homens que gostariam de ser como ele). Bem ao estilo clássico de Hollywood. Ritchie também preservou a essência cômico-sagaz do personagem, como falei acima, e isso foi o importante no filme. Sem contar que Jude Law e Downey Jr. estavam em constante sintonia no filme.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Dunga vai ser Hexa

"Dunga é burro"; "Dunga é teimoso"; sim, e daí?

Pensem pelo lado prático: todo técnico de seleção brasileira tem que ser burro ou teimoso. Se não ele NÃO GANHA A COPA. Parreira foi burro em 1994. Montou um esquema tático que dependia de um jogador. Mas justamente esse jogador decidiu jogar tudo e mais um pouco. Conclusão: Brasil tetracampeão. Quando ele não foi burro nem teimoso, em 2006, e colocou "o que tinha de melhor", tomou pancada.
Felipão foi teimoso. Não chamou Romário pra Copa - e olha que o país inteiro queria o cara na porra da Copa. E o que aconteceu? Pentacampeão.
Dunga vai ser teimoso e burro. Teimoso porque não vai chamar Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo. Burro porque o esquema tático é retranqueiro. O que vai acontecer? Acredito e MUITO no hexacampeonato. Podem me cobrar, hoje é dia 4 de Março de 2010 e faltam três meses para a Copa.

Só mais um detalhe sobre Seleção e Dunga. Ouvi muito essa semana, depois da não convocação de Ronaldinho Gaúcho, que o Dunga era injusto, já que o Gaúcho tá comendo a bola na Itália. Beleza, até posso concordar, mas a verdade é que ele foi malandro. Amigos do Estórias, coloquem uma coisa em suas cabeças: jogador consagrado, campeão do Mundo, escolhido melhor do Mundo pelo FIFA, jogador de time grande, NÃO ACEITA FICAR NO BANCO DE RESERVAS. E esse é o caso do Gaúcho e do Ronaldo. Eles JAMAIS aceitariam ficar no banco, e se ficassem iriam arrumar intriga no grupo. E o Dunga, malandramente, não chama os caras, pois grupo que tem intriga NUNCA ganha nada, mesmo se só tiver craque (1982 e 2006). Seleção brasileira não tem que ter só os craques. Nós temos jogadores pra montar cinco ou seis times de alto nível. Na Seleção brasileira tem de estar quem quer muito estar lá. A conclusão é que só valeria a pena chamar algum deles pra falar: "Aqui, você é meu craque. Entra e arrebenta". Mas pra ser reserva (e o Dunga não tira ninguém desse time que começou contra a Irlanda pra botar o Gaúcho) não vale a pena. E olha que eu sou fã de carteirinha do dois Ronaldos.

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Estou muito curioso para ver "Percy Jackson e o Ladrão de Raios", filme baseado no livro homônimo de Rick Riordan. O livro é muito interessante, porém não era conhecido aqui no Brasil. Só fui descobri-lo graças a meu grande amigo Luiz Arhur (Serjão). E confesso que achei muito legal a estória, que conta a saga de Percy Jackson, um garoto que descobre ser filho de Poseidon e que a mitologia grega está mais próxima dele do que ele imagina. A escrita é meio falha, provavelmente culpa da tradução, mas o filme parece ser muito interessante. No elenco tem atores consagrados como Pierce Brosnan (007 contra Goldeneye) e Uma Thurman (Kill Bill). Vale a pena conferir o filme. E depois leiam os livros, claro!

E domingo, dia 7, tem Oscar. Sexta que vem (ou domingo mesmo, quem sabe), venho fazer uma resenha da premiação.

Trailer de "Percy Jackson e o Ladrão de Raios"

quarta-feira, 3 de março de 2010

Mini-sequências

Hoje tem a continuação da estória que começou na semana passada.

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Mini-sequência 1, PARTE II:

Sujeito 1 tenta achar o chão, mas ele sumiu sob seus pés. Ele não entende a situação. Ele não quer entender pelo visto. Ele vê algo diferente naquele corpo estirado no chão, ensangüentado. Ele tem certeza que aquilo é um pagamento de contas. “Não é possível” era só o que Sujeito 1 ousava falar. Agora, mais do que nunca, Sujeito 1 gostaria que seu pai estivesse ali.

*Flash-back: Sujeito 1 tinha seus 16 anos. Caminhava pela rua com seu pai. Era aniversário de Sujeito 1, e seu pai comprara-lhe um belo relógio. Andando despreocupadamente, os dois conversavam sobre futebol quando foram abordados por um assaltante armado e nitidamente alterado. Devia estar drogado. O bandido pediu o relógio de Sujeito 1, mas este se recusou a entregar. Com muita pressa, o assaltante partiu pra cima do garoto para arrancar o relógio do pulso do rapaz, e foi quando o pai de Sujeito 1 interveio entre os dois para que o bandido não machucasse seu filho. O assaltante não pensou duas vezes e atirou. Assim que viu o pai do garoto caindo no chão, agonizando, e percebeu que tinha feito merda, tratou de correr o mais rápido que pôde.

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Semana que vem sairá a Mini-sequência 1, PARTE III.

Até lá!

terça-feira, 2 de março de 2010

Guns é Axl

A relação Guns n' Roses-Verdade já começou a me afetar. Faltam dois domingos pro "dia D". Axl Rose vai subir ao palco da Apoteose mais esquisito do que nunca. Meio rapper, meio cafetão, meio puta. Ele vai se prostituir ali em cima para ser o Guns completo, pois o Izzy também era Guns - e vai dar certo. Aliás, só os dois são Guns. Slash é a caricatura. Eu sou um dos poucos que gostariam de ver o Slash no palco, mas não no Guns. Ele se acha maior que o Axl, mas não é - nem NUNCA será. Axl é o gênio, Izzy era o colaborador principal do Axl, uma espécie de sub-gênio. E tava tudo certo. Nos shows o Slash tocava o dele e aparecia como um protagonista junto de Axl. Mas ele quis ser mais do que isso. Ruim pra ele.

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Detalhe interessante: Estou ouvindo de muita gente que a banda que vai entrar no palco da Apoteose dia 14 de Março será qualquer uma, menos Guns n' Roses. Eu adoraria que um imbecil desses falasse isso perto de mim. Quando começar o riff inicial de 'Welcome To The Jungle' e o Axl gritar "YOU KNOW WHERE THE FUCK YOU ARE? YOU'RE IN THE JUNGLE BABY, YOU'RE GONNA DIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIE" como ninguém, não existirá hipótese daquilo não ser Guns n' Roses. Outro momento mais Guns do que nunca: quando o piano gigante de Axl entrar e este começar um solo que só os raros fazem e emendar a lindíssima 'November Rain'.

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Dia 25 de março está marcado o primeiro suspiro não-Oasis de algum dos Gallagher. Noel fará dois shows (25 e 26) para uma instituição que combate o câncer em adolescentes. Eu estou muito ansioso, pois acho que a carreira solo de Noel será espetacular, a la Eric Clapton fora do Cream. E com um pouco de medo também, pois isso diminuiria MUITO as chances de uma reunião do Oasis.
Será que Noel tocará aquelas músicas que ele "mostrou" nas passagens de som da América Latina? Quanto de Oasis ele tocará? São muitas as perguntas.

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Só pra divertir vocês, posto aqui dois vídeos ESPETACULARES de 'Live Forever' (Oasis) e 'Yellow' (Coldplay) com Noel Gallagher e Chris Martin, dois caras que significam muito pra mim atualmente - Noel há mais tempo e Chris recentemente, com vocês sabem.




segunda-feira, 1 de março de 2010

"Look at the stars, look how they shine for you..."

Foi assim, com a frase do título, que eu constatei: esse show vai ser um dos melhores da minha vida. A música, 'Yellow', vinha depois de uma sequência arrebatadora: 'Clocks' e 'In My Place'. Nesse momento, quando as bolas amarelas entravam das laterais do complexo da Apoteose para o público, que entendi que o Coldplay merece o título de melhor banda do mundo da atualidade junto com U2 e Radiohead.
Vamos voltar um pouco. 'In My Place', que não era a música que eu mais gostava deles, passou a ser. Mesmo sendo apenas a quarta música do show, eu já sabia que seria a melhor. Que desbancaria até a que eu mais gosto deles, 'The Scientist'. Confesso que foram poucas as músicas num show que elevaram tanto minha alma. Talvez umas três ou quatro, não tenho certeza. 'One' do Metallica, 'Don't Look Back In Anger', 'Slide Away' e 'Masterplan' do Oasis... Poucas outras. Foi uma combinação muito linda das luzes - que se mostraram impressionantes o show inteiro, principalmente em 'Clocks' -, dos instrumentos e de Chris Martin. Agora é oficial: sou fã dele. Talvez não fora do palco, mas dentro dele o cara é fenomenal. Mas uma parte em 'In My Place' foi a que mais me chamou atenção. Ele cantava: "I was lost, I was lost / Crossed lines I shouldn't have crossed / I was lost, oh yeah". Num pequeno intervalo antes de ir para o refrão e gritar "YEEEEEAH", Chris apenas pede com um português arrastado porém esforçado: "por favor, Rio de Janeiro!", e o complexo da Apoteose, quase lotado, responde a Chris e às luzes que se acenderam sobre nós: "YEAAAAAAAH / How long must you wait for". E assim até o final da música. Ali Chris Martin viu que poderia contar com o público. E fez muito bem.
Saindo um pouco de 'In My Place', o show prosseguiu com um tom de show de estádio, daqueles que o Queen fazia, mas extremamente intimista ao mesmo tempo. Culpa, mais uma vez, de Chris Martin. E do resto da banda, é verdade. Eles procuravam estar muito próximos do público. Chris corria para todos os lados; nas passarelas anexas ao palco, no palco, em tudo que é canto. Quando estava ao piano ele parecia que estava na platéia, ali com a gente, tocando numa roda de amigos. 'Hardest Part' (melhor música do X&Y junto com 'Fix You'), que ele tocou num piano no meio da passarela lateral, literalmente para o público e embaixo de chuva, provou que ele estava com muito prazer de estar ali. Tentava falar português a todo momento com o público, o que me cativou muito. 'Viva La Vida' foi como um estouro para o público que cantava a música o show inteiro - inclusive fora do complexo. Chris foi um grande maestro para as quase 30 mil pessoas (ou mais?), que, em êxtase, mostraram a Chris que o Brasil é um dos melhores países para se fazer um show.
Durante algumas músicas, no auge da maravilha de show que ele estava fazendo com seus três amigos, Chris caía nas passarelas anexas, se contorcia, cantava no chão, como uma criança feliz. Ali ele estava mais perto de nós do que nunca. 'Fix You' foi muito linda. Parecia um desabafo de todo o público aos problemas amorosos regidos por Chris. Ali, novamente, ele parecia um grande maestro.
Outro grande momento do show foi quando parecia que eles iriam para o intervalo, mas na verdade foram para um palco muito pequeno no meio do público, localizado entre o final da área vip e a grade da pista comum! Os quatro juntos naquela palcozinho, como quatro jovens que acabam de formar uma banda tocando num bar. Ali foi o momento mais intimista do show. Chris pediu para que todos ligasses seus celulares, e só o que se via eram luzes brancas. Tudo apagado para o momento Coldplay-público. E ali o baterista tocou guitarra acústica e cantou uma música inteira (muito legal, por sinal, a música e a voz do cara), Chris tocou gaita, o guitarrista tocou um violão, o baixista tocou guitarra e uma espécie de banjo... ou seja, a festa dos quatro naquela noite era de fato ali.
Quando eles saíram do palcozinho para o intervalo, o público sabia que faltavam poucas músicas para o fim do show. De volta ao palco, a banda tocou mais 3 ou 4 músicas - a última contou com aquelas borboletas superlegais - e saiu novamente. Muitos pensaram que o show tinha acabado de vez e começaram a ir embora do complexo. Eu não acreditava. Eu não iria sair dali sem ouvir a música que mais gosto (ou gostava, desde ontem) do Coldplay. Eles tinham de voltar para tocar 'The Scientist'. E foi o que aconteceu. Tão logo Chris voltou para o palco, sentou-se no piano e começou a tocar 'The Scientist', para delírio do público que cantava junto com ele a música inteira. "Come up to meet you, tell you I'm sorry" foram os versos que me fizeram arrepiar o corpo e a alma. E o resto da música foi igualmente emocionante. Ali eu já sabia o quão grande tinha sido todo o show, que passou por minha cabeça numa rápida retrospectiva.
'Life In Technicolor II' foi a última música do grande show. Um dos melhores da minha vida, com certeza. Não sei avaliar ao certo o que Chris Martin se tornou para mim. Ainda tenho algumas restrições a ele fora dos palcos, mas isso é muito mais fácil do que as que eu tinha dele em cima do palco: que ele tentava ser alguma coisa (um Thom Yorke pop). E o que eu vi ontem foi a negação de tudo que eu pensava. Como se ele estivesse pessoalmente respondendo a mim. Ele ontem representou outra verdade. Uma verdade que fez me transformar num fã de Chris.