segunda-feira, 1 de março de 2010

"Look at the stars, look how they shine for you..."

Foi assim, com a frase do título, que eu constatei: esse show vai ser um dos melhores da minha vida. A música, 'Yellow', vinha depois de uma sequência arrebatadora: 'Clocks' e 'In My Place'. Nesse momento, quando as bolas amarelas entravam das laterais do complexo da Apoteose para o público, que entendi que o Coldplay merece o título de melhor banda do mundo da atualidade junto com U2 e Radiohead.
Vamos voltar um pouco. 'In My Place', que não era a música que eu mais gostava deles, passou a ser. Mesmo sendo apenas a quarta música do show, eu já sabia que seria a melhor. Que desbancaria até a que eu mais gosto deles, 'The Scientist'. Confesso que foram poucas as músicas num show que elevaram tanto minha alma. Talvez umas três ou quatro, não tenho certeza. 'One' do Metallica, 'Don't Look Back In Anger', 'Slide Away' e 'Masterplan' do Oasis... Poucas outras. Foi uma combinação muito linda das luzes - que se mostraram impressionantes o show inteiro, principalmente em 'Clocks' -, dos instrumentos e de Chris Martin. Agora é oficial: sou fã dele. Talvez não fora do palco, mas dentro dele o cara é fenomenal. Mas uma parte em 'In My Place' foi a que mais me chamou atenção. Ele cantava: "I was lost, I was lost / Crossed lines I shouldn't have crossed / I was lost, oh yeah". Num pequeno intervalo antes de ir para o refrão e gritar "YEEEEEAH", Chris apenas pede com um português arrastado porém esforçado: "por favor, Rio de Janeiro!", e o complexo da Apoteose, quase lotado, responde a Chris e às luzes que se acenderam sobre nós: "YEAAAAAAAH / How long must you wait for". E assim até o final da música. Ali Chris Martin viu que poderia contar com o público. E fez muito bem.
Saindo um pouco de 'In My Place', o show prosseguiu com um tom de show de estádio, daqueles que o Queen fazia, mas extremamente intimista ao mesmo tempo. Culpa, mais uma vez, de Chris Martin. E do resto da banda, é verdade. Eles procuravam estar muito próximos do público. Chris corria para todos os lados; nas passarelas anexas ao palco, no palco, em tudo que é canto. Quando estava ao piano ele parecia que estava na platéia, ali com a gente, tocando numa roda de amigos. 'Hardest Part' (melhor música do X&Y junto com 'Fix You'), que ele tocou num piano no meio da passarela lateral, literalmente para o público e embaixo de chuva, provou que ele estava com muito prazer de estar ali. Tentava falar português a todo momento com o público, o que me cativou muito. 'Viva La Vida' foi como um estouro para o público que cantava a música o show inteiro - inclusive fora do complexo. Chris foi um grande maestro para as quase 30 mil pessoas (ou mais?), que, em êxtase, mostraram a Chris que o Brasil é um dos melhores países para se fazer um show.
Durante algumas músicas, no auge da maravilha de show que ele estava fazendo com seus três amigos, Chris caía nas passarelas anexas, se contorcia, cantava no chão, como uma criança feliz. Ali ele estava mais perto de nós do que nunca. 'Fix You' foi muito linda. Parecia um desabafo de todo o público aos problemas amorosos regidos por Chris. Ali, novamente, ele parecia um grande maestro.
Outro grande momento do show foi quando parecia que eles iriam para o intervalo, mas na verdade foram para um palco muito pequeno no meio do público, localizado entre o final da área vip e a grade da pista comum! Os quatro juntos naquela palcozinho, como quatro jovens que acabam de formar uma banda tocando num bar. Ali foi o momento mais intimista do show. Chris pediu para que todos ligasses seus celulares, e só o que se via eram luzes brancas. Tudo apagado para o momento Coldplay-público. E ali o baterista tocou guitarra acústica e cantou uma música inteira (muito legal, por sinal, a música e a voz do cara), Chris tocou gaita, o guitarrista tocou um violão, o baixista tocou guitarra e uma espécie de banjo... ou seja, a festa dos quatro naquela noite era de fato ali.
Quando eles saíram do palcozinho para o intervalo, o público sabia que faltavam poucas músicas para o fim do show. De volta ao palco, a banda tocou mais 3 ou 4 músicas - a última contou com aquelas borboletas superlegais - e saiu novamente. Muitos pensaram que o show tinha acabado de vez e começaram a ir embora do complexo. Eu não acreditava. Eu não iria sair dali sem ouvir a música que mais gosto (ou gostava, desde ontem) do Coldplay. Eles tinham de voltar para tocar 'The Scientist'. E foi o que aconteceu. Tão logo Chris voltou para o palco, sentou-se no piano e começou a tocar 'The Scientist', para delírio do público que cantava junto com ele a música inteira. "Come up to meet you, tell you I'm sorry" foram os versos que me fizeram arrepiar o corpo e a alma. E o resto da música foi igualmente emocionante. Ali eu já sabia o quão grande tinha sido todo o show, que passou por minha cabeça numa rápida retrospectiva.
'Life In Technicolor II' foi a última música do grande show. Um dos melhores da minha vida, com certeza. Não sei avaliar ao certo o que Chris Martin se tornou para mim. Ainda tenho algumas restrições a ele fora dos palcos, mas isso é muito mais fácil do que as que eu tinha dele em cima do palco: que ele tentava ser alguma coisa (um Thom Yorke pop). E o que eu vi ontem foi a negação de tudo que eu pensava. Como se ele estivesse pessoalmente respondendo a mim. Ele ontem representou outra verdade. Uma verdade que fez me transformar num fã de Chris.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Show do Coldplay

Hoje será o tão esperado show do Coldplay. Lembro-me que quando fui comprar o ingresso, na semana passada, fiquei meio estranho. Coldplay é uma banda que fez muito sucesso nos últimos 5 anos, muito mesmo. Entre meus amigos e família, inclusive. Como já havia dito aqui, eu estava comprando para meio que compensar não ter ido no show que eu mais queria ter ido - e não fui, claro - na minha vida: o show do Radiohead. Desde lá, prometi para mim mesmo que não perderia nenhum 'grande show'. Então promessa cumprida. Fui comprar o ingresso, mas quando cheguei na Modern Sound quase me arrependi: 150 reais num show do Coldplay? Logo dessa banda que eu tanto critiquei o maior mentor, Chris Martin? "Está muito caro, acho que não vale a pena", pensei. Mas acabei comprando, afinal as minhas paranóias não eram tão potentes assim.
Com o ingresso do show na mão, decidi parar para ouvir um pouco da banda. Confesso que as más impressões - letras piegas e melodias previsíveis - caíram por terra ao ouvir os ótimos CD's (principalmente o segundo) "Parachutes" e "A Rush Of Blood To The Head". "Yellow", "Clocks", "Shiver", "In My Place", "The Scientist"... Todas essas músicas me fazem crer que o show será mágico, e essa crença deixou a minha semana um pouco nervosa. Não pelo lado ruim, mas pela ansiedade de quem espera alguma coisa (e o tempo passa devagar de propósito) . Claro que ainda penso algumas coisas negativas de Chris Martin, como o fato de que ele quer ser um Thom Yorke pop. Não dá, né. Mas o show servirá para enaltecer ainda mais as coisas negativas ou esquecê-las de vez com os lados positivos.

Em breve o post da resenha do show.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Dia livre é assim mesmo

Dia livre é palhaçada, aviso logo. Falta tudo: idéias, vontade de escrever, tempo...

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Chego hoje anunciando o mais novo blog do meu ETERNO parceiro do Amor F.C. Felipe Moreira. Aprendi muito com ele e com os textos dele, e espero que todos tenham tempo de ler o blog do Maníaco (alter-ego de Moreira). O Amor jamais acabará.


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Como me pediram pra dar uma errata do post de ontem, aqui vai: Vasco da Gama QUASE FOI ELIMINADO PAR O SOUSA-PB COM 593 PAGANTES EM SÃO JANUÁRIO. Que beleza...

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Saiu do G1 que venderam uma pedra de diamante que está valendo um valor recorde: 35 milhões de dólares. Será que só eu que comovi com o excelente filme "Diamante de Sangue", com Leonardo Di Caprio?

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Super Man (O filme e Léo Moura)

Flamengo estréia na Libertadores. 2 a 0, jogo razoavelmente tranquilo. No primeiro minuto o babaca do juíz expulso o Willians. Tá, o BABACA do Willians mereceu também, mas pera lá, né... Não custava nada ele contemporizar.
Mais uma atuação louvável de Love. Só love, só love... Adriano é craque, ponto final. Botou nele, correu, olhou o goleiro, toquinho de craque e golaço. Léo Moura brincou de jogar bola ontem. Gosto disso, gosto mesmo.

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Vinha falando com meu amigo João Pedro o quão lindo seria se o SÃO RAIMUNDO eliminasse o Botafogo na quarta que vem. Respondam-me: o quão lindo seria?

a- Muito
b- Demais
c- Histórico
d- Normal, afinal é o Botafogo

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O último Super Man foi um lixo. Só Jesus entendeu o que Bryan Singer fez pra estragar um filme que poderia ter sido tão brilhante. Agora a Warner, que não é boba, logo apelou pra recuperar a credibilidade da franquia: chamou o EXCELENTE David Goyer, roteirista de Batman - Cavaleiro das Trevas para escrever o novo Super Man - Man of Steel. Por sinal, Cavaleiro das Trevas é um dos melhores filmes que eu vi na minha vida. Sensacional. Não podemos esperar menos de Super Man, até porque o BABACA do Bryan Singer não vai dirigir. Bom pro Homem de Aço e para os fãs.

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Hoje é dia do São Paulo tomar uma piaba bonita? O médico de Ricardo Gomes já aconselhou: NÃO VEJA O JOGO. Seria um presságio? Espero que sim, afinal nem os torcedores do São Paulo gostam do São-Paulo-Donald-Trump.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Mini-sequências

Hoje, quarta-feira, será o dia das mini-sequências, como já havia sido dito no primeiro post do Estórias.
As mini-sequências são estorinhas (aleatórias) que eu escrevo. São mini porque têm poucas linhas, e a sequência da estória será postada às quartas.
As estórias das mini-sequências vão variar. Podem ser tragédias, comédias ou nada com nada mesmo.
A mini-sequência número 1 começou no Amor F.C., mas como eu já tinha o projeto do Estórias, não continuei lá. Preferi deixar para o Estórias mesmo. Claro que as continuações também serão postadas lá.

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Mini-sequência 1, PARTE I:

Sujeito 1 anda pela rua distraído. Ele pensa na vida enquanto anda. Em seu ipod Sujeito 1 ouve Guns n' Roses, afinal, o show se aproxima. Sujeito 1 não pensa em nada agora. Ouve música, sente a música, mas não pensa. Sujeito 1 está perto da rua, pois ele está pensando em atravessá-la. Sujeito 1 está de costas para o trânsito. Sujeito 1 está na linha entre a calçada e a rua. Por acidente, Sujeito 1 tropeça no meio-fio e invade a rua catando cavaco. Um carro que vinha logo atrás desvia de Sujeito 1, porém o motorista do carro perde o controle e bate numa árvore em cheio. Sujeito 1 está salvo, mas Sujeito 2, o motorista do carro, provavelmente está gravemente ferido ou morto. A ambulância chega posteriormente e constata: Sujeito 2 está morto.

Mini-sequência 1, PARTE II na próxima semana.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Norte Inglês

Ontem estava eu no Shennanigan's, pub irlandês em ipanema. Vou ao banheiro e, só deus sabe o motivo, começo a conversar com um estrangeiro. Estávamos participando de um quiz, que acabara de terminar. Ele me disse "Essas perguntas são feitas para americano, né? Que merda!". Imediatamente eu perguntei se ele era inglês. Ele falou que era, claro, e pelo sotaque concluí que ele não devia ser de Londres. "Sou do Norte. Sou um Menino do Norte". Eu, fã declarado de duas bandas de Manchester, norte da Inglaterra, perguntei se ele era da cidade. Ele disse que não, mas que havia morado lá durante 18 anos. E que a banda favorita dele era... OASIS! Confesso que fiquei emocionado. O Oasis, como sabem, é minha banda favorita e terminou recentemente depois de uma das muitas brigas entre os irmão Liam e Noel Gallagher. Ficamos algum tempo discutindo sobre os grandes shows do Oasis em Manchester (que ele, sortudo, assistiu a quase todos) e se havia possibilidade da banda voltar às atividades. Nós, claro, fomos otimistas e garantimos um para o outro que a banda voltará em breve.

Fora o Oasis, Manchester tem ótimas bandas que surgiram principalmente nos anos 80, como The Smiths e Stone Roses, que influenciaram bastante as bandas inglesas de Britpop dos anos 90 que fizeram muito sucesso como o próprio Oasis, Blur, The Verve e Stereophonics. Sem nunca esquecer do fenômeno Bee Gees.
O Britpop foi um gênero que fez muito sucesso nos anos 90. Oasis e Blur eram as bandas mais conhecidas do momento. Entre 95 e 97, o Oasis foi a banda mais importante do mundo - e a que mais vendia.
Em 1995, Blur e Oasis trocavam farpas pela imprensa, inclusive falando coisas de baixo nível. A rivalidade era grande e a imprensa aumentava a coisa toda. Mas tinha uma razão: as duas bandas estavam prestes a lançar os singles mais esperados do ano: Country House, do Blur e Roll With It, do Oasis. As duas gravadoras agendaram o lançamento para o mesmo dia, o que contribuiu bastante para aumentar a rivalidade - e as vendas, claro. Por fim, Country House acabou vendendo mais, mas o Oasis acabou sendo o destaque daquele ano por causa do excelente disco (What's The Story?) Morning Glory.


The Smiths, "That Is a Light That Never Goes Out"




Blur, "Song 2"




Bee Gees, "Stayin' Alive"



Stereophonics, "Mr. Writer"




Stone Roses, "Love Spreads"




Oasis, Live Forever, ao vivo em Manchester em 1996 (um daqueles shows históricos que eu havia falado acima).

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Segunda-feira, primeiro dia do ano

Hoje, finalmente, começou o ano. Passou férias, passou carnaval, passou tudo. Só o que não passou foi o Vasco. Mas tudo bem.

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Estava vasculhando no G1 a procura de alguma coisa interessante. Segunda-feira, como todos sabem, é um dia sem idéias. Achei algo interessante por lá. Um homem que virou mulher e não foi abandonado por sua esposa! Isso é paixão. Isso é vanguarda quando se trata de paixão. Ou seria Amor? Não sei definir, sinceramente.

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Faltam seis dias para o show do Coldplay aqui no Rio. Eu vou. Na verdade, vou mais porque show é sempre uma coisa meio surreal. Penso que vou para suprir a maior burrice que fiz em 2009: não ter ido no show do Radiohead. Não é por isso, claro. Mas me passa pela cabeça essa hipótese. Só vou comprová-la (ou descartá-la) quando o Chris Martin entrar no palco. Ali será a hora da verdade.
Por falar no Chris Martin, eu sempre o achei um babaca. Ele sempre me pareceu ser falsa-vanguarda, meio nojento demais pro que ele, na verdade, não é. Mas confesso que vi uma entrevista dele no site da globo que me agradou. O ego dele ficou presente, sempre, mas ele não é de todo babaca. Ele tem algo meio infantil na voz e no jeito de olhar que me chamaram atenção. Inclusive ele me pareceu ser bastante preocupado com o público. Ainda tenho a impressão ruim dele, mas o show deles está aí para provar o contrário (ou não). O Coldplay tem músicas que eu acho muito (mesmo) legais, como 'In My Place', 'Shiver', 'Yellow', 'The Scientist', e 'Clocks'. 150 reais eu paguei pelo show. Vamos ver no que vai dar.


Pra fechar o assunto Chris Martin, fiquei sabendo que ele perdeu a virgindade aos 22 anos por ser muito religioso. Outro fato que achei interessante, confesso.

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